domingo, 8 de fevereiro de 2009

ENCORAJAR COM UMA DISCORDÂNCIA CONSTRUTIVA


" Se quiserem acolher a inovação e o compromisso, as organizações sem fins lucrativos precisam de uma atmosfera saudável que proporcione a discordância. Estas organizações devem encorajar um desacordo honesto e construtivo, precisamente porque todos devem estar dedicados a uma boa causa: a sua opinião contra a minha pode facilmente ser confundida como a sua boa fé contra a minha. Sem o encorajamento adequado, as pessoas têm a tendência a evitar estas discussões difíceis, mas vitais, ou tendem a levar estas discussões para territórios escondidos.

Uma outra razão para encorajar a discordância é a de que todas as organizações precisam de não conformistas. Este não é o tipo de pessoa que diz: «Há uma maneira certa e uma maneira errada de fazer as coisas e há a nossa maneira», Em vez disso diz:« Qual a maneira correcta de fazer isto de futuro?» e está sempre pronta para a mudança. Finalmente, uma discussão aberta revela mais facilmente os objectivos em causa e com uma participação genuína a decisão não precisa de ser vendida, as sugestões podem ser incorporadas, as objecções resolvidas e a decisão em si, torna-se um compromisso à acção."
Peter F. Drucker, in: As Cinco Questões Mais Importantes que Deve Sempre Colocar à Sua Organização.


Cometário do Blasé:

Vem esta citação a propósito de algumas coisas estranhas que se têem passado ultimamente em algumas organizações.

Seria bom que as pessoas que estão à frente de algumas dessas organizações lessem os mestres e aprendessem com eles a gerir organizações e pessoas.

O país não pode continuar a amordaçar aqueles que querem exprimir, livremente, as suas opiniões.

Como alguém disse um dia " deixar de criticar é deixar de pensar".

Eu, vou já avisando que, não vou deixar de pensar.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

VERDADE, HUMILDADE & SOLIDARIEDADE




Estou a terminar a leitura deste brilhante livro que recomendo a todos. Talvez nele encontrem a resposta para muitas interrogações, incluindo respostas para a crise actual, crise que infelizmente quem manda, insiste em não explicar, ou melhor, explica em "economês" que ninguém percebe, acho que nem eles próprios.

Realmente esta sociedade prima pela falta de valores, e sem dúvida, como escreve João Ermida, "se quiser seguir a filosofia reinante, estes são os principais princípios que deve guardar":
  1. Se na sua vida quiser ter êxito durante um longo período de tempo, não pode então ser amigo de ninguém.
  2. A amizade desvirtua os pensamentos do êxito pessoal. Somente o egoísmo pode facilitar o acesso aos altos voos do poder.
  3. Nunca olhe pelos outros, se quer obter poder.

Só assim se poderá tornar no «grande homem» que irá sucumbir na terra ao lado de todos os outros que eliminou na sua ascensão ao poder"

Infelizmente, a nossa sociedade está alavancada nestes princípios. Compete-nos a todos nós, levarmos estes princípios à falência e alavancarmos a sociedade na "VERDADE, HUMILDADE &SOLIDARIEDADE".

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Cavaco critica leis irreais e utópicas




"É importante, quando se legisla, que se oiça aqueles que conhecem a realidade. A legislação deve ser feita para o País em concreto, que é o nosso, e não para utopias"

Cavaco Silva

Comentário do Blasé

Finalmente alguém, neste país, começa a dizer o que tem de ser dito com todas as palavras. Infelizmente, grande parte, se não, a maioria das leis feitas são utópicas e bem "copiadas" de outras realidades que nada têm a ver com a nossa.

Aliás o que mais se costuma ouvir nessas alturas é: "Porque nos países, A, B, C existe"; "Porque os países, D e F já aprovaram", etc etc.

Muitos abrem a boca com estas palavras, mas poucos desses leram o que realmente se passa nos países que gostam de citar, numa de uma intelectualidade balofa.

Dois exemplos para ilustrar a realidade:

1) A famosa lei que ficou conhecida como " a lei da pílula do dia seguinte".

Decorria o ano de 1999, 2000 quando se inicia a discussão sobre essa problemática. E um dos grandes argumentos era o seguinte: " Portugal é o segundo país da UE com maior taxa de gravidez na adolescência"

E lá estava no discurso da intelectualidade balofa, os tais argumentos, de que o país A, B, C já tinham aprovado a pílula do dia seguinte; Que a mesma já estava à venda nos países D, E, F etc.

Aprovou-se a lei, passados 9 anos qual é o resultado: Portugal continua a ser o segundo país da UE com a maior taxa de gravidez na adolescência.

2) Lei da troca de seringas em meio prisional.

Esta aprovada mais recentemente. Estava aqui a solução para todos os males da toxicodependência nas prisões, era a caixa de pandora.

E uma vez mais, a intelectualidade balofa vinha com os argumentos, "nos países A, B, C existe"; Os países D, E e F já aprovaram". Pena é que depois poucos, tenham lido alguma coisa sobre as realidades desses países.

Mas, uma vez mais, essa intelectualidade aprovou a lei, resultado: Nenhum preso aderiu ao programa de troca de seringas em meio prisional. La estão as seringas, pagas com o dinheiro dos nossos impostos, encaixotadas.

Apenas deixamos aqui estes dois exemplos, mas muitos mais poderíamos aqui colocar, para se provar a veracidade das palavras do Presidente da República.

domingo, 18 de janeiro de 2009

“O sistema odeia as pessoas íntegras”



O professor Campos e Cunha (ex Ministro das Finanças do Governo Sócrates) deu, este fim de semana, esta brilhante entrevista ao Correio da Manha e Rádio Clube. Fica aqui o resumo Publicado pelo Correio da Manhã, e o link para quem quiser ler a entrevista na íntegra, que confesso, vale a pena. No fundo vem dizer aquilo que todos pensamos mas não dizemos.



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“O sistema odeia as pessoas íntegras"


Campos e Cunha não tem dúvidas. O sistema odeia pessoas sérias e íntegras. Na entrevista ao Correio da Manhã e Rádio Clube, o ex-ministro das Finanças de José Sócrates mostra-se indignado com as campanhas feitas contra pessoas de valor e afirma que há uma degradação evidente na qualidade dos gestores da causa pública.


Sobre a crise económica e financeira, Campos e Cunha diz que o Governo montou uma gigantesca operação de ocultação da situação e que por isso mesmo perdeu crédito não só junto dos portugueses como das instâncias internacionais. É por isso, diz, que recentemente a Standard & Poor’s fez um aviso de que o risco de crédito de Portugal pode piorar.


Em relação à estratégia do Executivo de José Sócrates para combater a crise, Campos e Cunha afirma que ainda não percebeu o alcance das medidas e recusa a ideia de que um qualquer burocrata do Terreiro do Paço possa escolher os sectores de actividade que devem ser ou não apoiados.


Para este economista, tudo o que tem sido feito não passa de coelhos que o Governo vai tirando da cartola. Sobre a matéria fiscal, Campos e Cunha defende a redução imediata das taxas de retenção do IRS e da taxa social única, tudo de forma temporária. E sobre as polémicas obras públicas, o ex-ministro das Finanças recusa terminantemente o projecto de construção do TGV.


segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

PORTUGAL NO SEU MELHOR




COMENTÁRIOS PARA QUÊ!!!

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

DEFICIT EXTERNO


Apenas deixar aqui um indicador, que saiu a semana passada e, que não vi ninguém comentar:



PORTUGAL TEM O 8º MAIOR DEFICIT DO MUNDO, 12% PIB.



Cada um que tire as ilações que quiser, eu já tirei as minhas há muito.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Ramalho Ortigão


A República Portuguesa continua dando ao mundo o mais espantoso e inacreditável espectáculo: - existe!
(...)
Evaporada a infantil e burlesca ilusão de que um país pode continuar a viver como vive uma minhoca em postas, uma vez esquartejado nas suas tradições, nas suas crenças, nos seus usos e costumes, na continuidade de sua experiência histórica, governado por um pessoal improvisado pelo favoritismo político, com uma instrução pública de pedantes, uma religião de ateus, uma polícia de sicários, uma maioria parlamentar de ineptos, um ministério de energúmenos, uma burocracia de vagabundos e uma diplomacia de curiosos, da qual só é dado esperar através das chancelarias e dos salões da Europa a mais estercorária pingadeira de gaffe.

Ora a gente tem mais que fazer do que ficar a assistir indefinidamente ao repisamento de uma demonstração feita.

O público está inteirado, e são horas, para que se não extinga de todo a decência nacional, de ir cada um para sua casa tratar honestamente da sua vida.

Façam os governantes outro tanto, e acabem daí com isso por uma vez.

Ramalho Ortigão, in as últimas farpas (1911-1914)