quinta-feira, 9 de abril de 2009

Lista do PS ao Parlamento Europeu

Já é conhecida a lista do Partido Socialista ao Parlamento Europeu. Apenas uma nota sobre dois nomes que a integram.

Elisa Ferreira e Ana Gomes, duas candidatas a câmaras municipais, Porto e Sintra.

Parece-me que não é sério e demonstra uma falta de respeito perante o eleitores. E a questão que se coloca é: Se perderem as eleições, para a respectiva Câmara Municipal, assumem o lugar de vereadoras ou vão, antes, até Bruxelas?

São atitudes como estas que em nada dignificam a política e, apenas, contribuem para o seu descrédito.

Depois, não se admirem com a opinião que a população tem da classe política.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

As grandes Obras Públicas - Prós e Contras

Prós e Contras, dedicado às grandes obras públicas projectadas para este país.

É confrangedor ouvir alguns iluminados falarem destes assuntos, e falarem de milhões e milhões que serão pagos por gerações futuras, como se estivessem a falar de copos de água.

O país atravessa uma situação crítica, muito critica: Endividamento Externo - 100% - e a crescer 10%  ao ano.

Exemplo simples para se perceber: imagine-se que uma família ganha 1000 euros por mês e, mal recebe esses 1000 euros, vão direitinhos para pagar dívida, fica com zero(o). E para o ano essa dívida passa a ser 1100 euros, e assim sucessivamente.

Assim se encontra o país.

Perante este cenário crítico, temos iluminados a defenderem grandes projectos de investimento público que vão agravar a Balança Corrente, i.e, que vão contribuir para o aumento das nossas importações, uma vez que quase tudo do que precisaremos para o TGV, por exemplo, será importado.

"Se um país vive com déficit da Balança Corrente (importar mais do que exporta), está a usar mais produto do que produz e obtém a diferença através de empréstimos do estrangeiro. Um país, tal como uma família, a restrição de longo prazo sobre o consumo e o investimento é a quantidade de produto que pode ser produzida. Assim, um país, como uma família, poderá usar mais do que produz no curto prazo(financiado a diferença através de empréstimos) mas não a longo prazo".( Moss, A, David: Economia para todos, academia do Livro, 2009)

Ora Portugal vive em situação de défice (estrutural) há muito anos.

Por isso quando os iluminados dizem que, os países da Europa estão a apostar no investimento público, seria interessante que esses iluminados dissessem que esses países não vivem em situação de défices estruturais, e que o seu endividamento externo não é de 100% e a crescer 10% ao ano.

Depois ouvir, o Dr. José Reis, defender que "o Investimento Público é crucial para Portugal." 

Eu diria que, o que é crucial para Portugal, é o investimento Privado. Aliás é este investimento que produz riqueza e desenvolvimento dos países, e representa 80% do investimento mundial.

Por isso quando, Portugal e os iluminados, perceberem que a solução para o país é o Investimento Directo Estrangeiro, que implica "refundar" este país, ou seja, implica que não tenhamos os níveis de burocracia que temos, implica que não tenhamos a morosidade da justiça que temos, implica que não tenhamos a carga fiscal que temos, etc, etc, talvez nessa altura consigamos aumentar as exportações e diminuir as nossas importações, equilibrar a Balança de Pagamentos,  e consigamos desenvolver este país, à semelhança do que outros países fizeram.

Tudo o resto é mandar areia para os olhos dos portugueses. É enganar os Portugueses.

E já agora, a lógica dos grandes investimentos está mais que ultrapassada. Priviligia-se, agora, os pequenos investimentos de proximidade. Aliás esta é, até, a logica do Banco Mundial há vários anos. Mas Portugal, pelos vistos, anda sempre em contra circulo.

Enriquecimento ilícito

A questão do enriquecemento ilícito voltou, e bem, à ordem do dia. Todos nós conhecemos casos de pessoas, que de um dia para o outro, ficam ricas, sem que os seus rendimentos justificam tal qualidade.
Já ouvi, para aí, uns iluminados/as referirem que tal proposta é contrária à Constituição da República Portuguesa. Muito bem. A solução é simples: ALTERE-SE A CONSTITUIÇÃO.
Esperemos que, aqueles que não querem, nem lhes convém, criminalizar o enriquecimento ilícito, não se agarrem à CRP para nada fazerem.
Quanto a sugestões para o combate à corrupção, recomendo a leitura do seguinte texto, publicado no blogue marginalidadesvf, uma vez que não sou especialista sobre a matéria.

sábado, 4 de abril de 2009

Possíveis soluções para a crise


Não, não tenho a solução para a crise que assola o mundo, antes tivesse, pois estaria milionário, a viver num qualquer país tropical.

Apenas apresentar duas correntes, ao nível macroeconómico, que podem ser seguidas para se sair da crise.

E apresentá-las em nome da verdade, porque não existe apenas a teoria do Investimento público que o nosso PM tanto gosta, mas que existem outras.

Seria bom que, alguém, explicasse isso aos Portugueses.

Aumentos no trabalho; aumentos no capital e aumentos na eficiência com a qual estes dois factores são utilizados, são os três factores de crescimento económico apontados economistas.

A quantidade de trabalho pode aumentar se os trabalhadores existentes trabalharem mais horas ou se a força de trabalho for alargada através de novas admissões;

O Capital fixo aumenta quando as empresas melhoram a sua capacidade produtiva acrescentando mais área de produção e mais equipamento (através do investimento);

A eficiência aumenta quando os produtores são capazes de obter mais produto a partir da mesma quantidade de trabalho e capital – por exemplo, devido a uma inovação organizacional.

Os Economistas do lado da oferta – Um dos métodos favoritos dos apoiantes da oferta, nos EUA ,é a redução de impostos. Os argumentos utilizados são:

Impostos mais baixos permitem ao sector privado conservar uma maior parcela daquilo que ganha, ou seja, um alívio nos impostos concede aos cidadãos um incentivo forte para trabalharem mais horas (aumentando trabalho), para pouparem e investirem mais do seu rendimento (aumento do capital) e para dedicarem mais atenção a todos os tipos de inovações (aumento da eficiência)

Outros economistas, de entre os quais, vários fora dos EUA, argumentam o oposto – que o Investimento público (infra-estruturas, educação e em I&D) poderá ser a melhor estratégia de aumentar o capital fixo, valorizar a força de trabalho e promover a inovação, sendo a melhor forma de estimular o crescimento económico a longo prazo.

Como vemos existem, pelo menos, duas correntes relativas ao crescimento económico, não apenas a do investimento público tão apreciada pelo nosso PM.

Mas quanto a isto, apenas algumas notas: O PM, cada vez que se refere à estratégia do investimento público, como a melhor solução para recuperarmos da crise, refere-se sempre ao Prof. Paul Krugman, como sendo um dos grandes defensores dessa estratégia.

Se é verdade que, o Prof. Krugmam, é um defensor do investimento público como solução, certamente defende, essa solução, para países com situações de contas públicas normalizadas, estabilizadas e não para países com défices estruturais, como é o caso de Portugal, ou seja, países com níveis de endividamento brutais como é o nosso caso. Seria o mesmo que, um médico, dizer a um doente com cancro no Pulmão que continuasse a fumar.

Só assim se percebe a seguinte frase do Prof. Paul Krugman, em relação à crise de 1982, na América Latina: “ … Os Governos ( ...) mediante programas populistas para os quais não dispunham de recursos financeiros (...) recorriam quer a empréstimos concedidos por banqueiros estrangeiros pouco consciencioso, acabando por ocasionar uma crise na Balança de Pagamentos e cair no incumprimento (…)”

Os argumentos em que se baseia o nosso PM, também como refere o Prof. Krugmam( em relação à crise do México de 1993), "foram retirados directamente dos manuais escolares. Por uma mera questão de contabilidade, a Balança de Pagamentos está sempre equilibrada: isto é, cada compra que um país faz ao estrangeiro deve ser contrabalançada com uma venda de valor equivalente ( Os estudantes de economia sabem que existe uma pequena ressalva técnica a fazer a esta afirmação e que se prende com as transferência unilaterais…)"

Recomenda-se ao nosso PM a leitura, atenta, dos escritos do Prof. Krugmam

segunda-feira, 30 de março de 2009

GOUVEIA / GUARDA


(Fotos: FVdN)

1- Gouveia

2- Animais que poderá ver no parque zoológico de Gouveia

3- Gouveia

4 - Encantador pôr do sol - Guarda

sexta-feira, 27 de março de 2009

BELAS NOTÍCIAS


Duas notícias publicadas, hoje, merecem-me um pequeno comentário.

Correio da Manhã

“ Álcool proibido a menores de 18 anos”

Já aqui escrevi sobre a problemática do Alcoolismo, que é o maior problema de saúde pública em Portugal.

Há muito que se sabia do aumento do consumo de álcool, em especial nos mais jovens. O Ministério pelos vistos não. Acordou agora. Mas mais vale tarde que nunca.

E para “mostrar que faz alguma coisa” põem logo esta manchete forte. Mas no fundo, esta manchete, como se costuma dizer, “é música para boi dormir”, porque é o mesmo que não dizer nada.

Já agora, o consumo de álcool, é proibido a menores de 16 anos, mas bastará sair um pouco à noite para ver o que se passa, e como isso não é respeitado por ninguém.

Por outro lado, é pena que esta nova estratégia de combate ao álcool não inclua, também, o fim dos patrocínios das bebidas alcoólicas ao desporto, às festas estudantis, etc , etc, ou seja, à semelhança do que se passa com o tabaco.

Pode ser que alguém acredite…

Público

“Secretas vão começar a prestar contas aos Deputados”
“Sessões de informação na AR abrangem segredos de Estado”.

Esta é uma excelente notícia para a comunicação social. Não lhes vão faltar assuntos para escrever…

Adaptando uma frase do Professor Adriano Moreira:

“Conhecendo o meu país, e não tanto o país mas as pessoas, estou apenas a prever que alguma coisa vai acontecer.”
“Não me regozijo por estar a ser lúcido”

sábado, 21 de março de 2009

MEDINA CARREIRA - O RETRATO DO PAÍS





Especialmente para quem vive em delusão.